Você começaria algo sabendo que levaria muito tempo?
Escrevi esse texto o outro dia e fiquei na dúvida se publicava. Como somos todos participantes dessa coisa doida chamada vida, pensei “por que não?”…
De uma forma resumida, vejo meu trabalho como ajudar as pessoas (na maioria executivos, líderes, times) a pararem de trabalhar na força bruta e começarem a trabalhar de forma mais leve e fluida. Sem tanta ruminação, estresse e barulho na cabeça.
Isso deixa as pessoas mais resolutas, confiantes e confortáveis na própria pele.
Pra isso, eu sou minha própria cobaia, sempre explorando e vendo coisas diferentes. Pelo menos no papel.
Meu ego inevitavelmente entra no caminho, e por mais bem-intencionado e cabeça aberta que eu tente ser, com certeza vou ter limitações e julgamentos que eu mesmo não vou enxergar.
Mesmo assim, tento ouvir e testar coisas diferentes pra poder ter uma experiência vivida maior.
O Budismo, principalmente o Zen, é algo que sempre me atraiu, mas nunca me aprofundei muito nele. Apesar de ter lido livros e ouvido histórias, nunca pratiquei.
Ano passado comecei a ler o livro “The Three Pillars of Zen: Teaching, Practice, and Enlightenment”, que foi publicado originalmente em 1969.
Resolvi então começar a praticar o Zazen, uma espécie de meditação Zen.
Diferente de outras vezes em que pulei etapas por me achar “evoluído” demais pra praticar (olha lá meu ego), comecei do zero.
O interessante é que sei que não é algo de dias, meses ou anos, mas sim décadas, séculos e eternidades.
Não sei muito onde vai dar, se vou manter ou o que vai acontecer. Mas comecei.
E me trouxe essa reflexão pra tudo: começar qualquer coisa sabendo que talvez não traga nada e seja infinito.
O propósito desaparece e só sobra aquilo que é, na sua mais pura forma.
Seguimos na nossa programação normal e trago novidades quando tiver.
Abração,
Robin
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