Robin Taffin

Mestre de artes marciais

Quando eu era criança eu tinha essa fantasia boba: sumir por um ou dois anos para um templo oriental nas montanhas, tipo aqueles filmes dos anos 80, e voltar um mestre de artes marciais.

Eu achava que teria que fugir de tudo na minha vida pra conseguir focar só nisso.

Como não fiz isso, acabei não virando um mestre de artes marciais.

Ah, se eu tivesse feito… Tava dando voadora pra todo lado.

A gente cresce e continua acreditando nisso: preciso fugir de tudo pra conseguir focar.

Não estou dizendo que não existem distrações. O mundo inteiro é construído pra te distrair.

A real é que nossa maior distração é o pensamento.

E o pensamento é invisível.

E o pior: a gente chama isso de realidade.

Mas e se a gente não acreditasse nessa realidade?

E se a gente percebesse que a realidade é apenas um filme cheio de efeitos especiais que nossa mente criou?

O volume das distrações diminuiria.

Poderíamos ouvir novos pensamentos além dessas distrações.

Poderíamos treinar artes marciais todos os dias, mesmo que só um pouquinho.

Não teria mais que abandonar minha vida toda pra virar um mestre de artes marciais.

Não virei um mestre de artes marciais porque meus interesses mudaram.

Mas entendendo isso, de pouquinho em pouquinho aprendi e melhorei várias coisas na minha vida.

Sem stress, sem pressão, sem obrigação e sempre curtindo.

Tô por aqui se tiver uma dúvida ou precisar de um empurrão (ou voadora).

Abração,
Robin

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