Robin Taffin

A experiência de ser trouxa

Tô de férias na praia do forte e ontem à noite passeando no centrinho entramos numa loja de óculos escuros com modelos supostamente com até 60% de desconto.

Vi alguns modelos da Aramis, Puma, Ray Ban entre outras marcas reconhecidas.

Logo embaixo de uns modelos da Balenciaga vi um modelo interessante, perguntei o preço e disseram que com desconto ficaria R$ 300. Praticamente o mesmo preço de um da Puma que tinha acabado de perguntar.

Achei interessante então sem pensar muito resolvi levar.

Chegando de volta na pousada resolvi dar uma olhada melhor e vi que não conhecia a marca e que era da própria loja.

Comecei a pesquisar mais e descobri que era um óculos genérico, dava pra encontrar na China por quinze reais.

Fui verificar a nota e de R$768 tava por R$300.

Não vou negar, me senti meio trouxa.

Foi interessante que não foi uma coisa avassaladora como já senti em outros tempos, aí a vergonha seria tanta que esse texto nem existiria.

Mas deu uma pontada e um tapa de luva de pelica no meu ego.

Com isso também veio uma lembrança que a gente tá aqui pra viver a experiência humana inteira, inclusive a de ser trouxa. E ri de mim mesmo.

Acordei cedo e resolvi escrever isso, logo mais vou na loja devolver o óculos. Talvez depois compre o mesmo da China, porque não vou negar, gostei dele.

Abração,
Robin

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